"Ansiedade, angústia, temores de todos os tipos, podem invadir nossa vida e nos tirar a paz interior.
A grande maioria são apenas temores sem fundamento, que depois se dissipam como uma nuvem que passa.
O amor mútuo tem a capacidade de nos dar segurança em todas as situações.
Se existe entre nós o amor recíproco, existe confiança, segurança e coragem.
O único temor que devemos ter é o de não cumprir o desígnio de amor que Deus tem para nós."
(Apolonio)
Eu disse para mim mesmo que não postaria nada até a viagem acontecer. Mas como eu tenho o direito de mudar de opinião, cá estou.
Hoje é quarta-feira pós carnaval, o primeiro dia do ano (piada sem graça mas verdadeira no Brasil, infelizmente). Durante o feriado aproveitei para fazer uma das coisas que mais gosto: me sentar no banco do motorista e viajar pelo meu querido estado de Goiás. Depois de dois anos repeti o mesmo trajeto: viajei de Brasília até Ipameri e Catalão, passando pela cidade onde nasci, Orizona. O que teve essa viagem de diferente? Tudo. Principalmente eu. Eu estou completamente diferente do "João Paulo" que percorreu aquele caminho há dois anos atrás. O que eu senti? Nada. Isso mesmo, nada. E isso foi muito bom!!! Não tinha rancor, não tinha lágrimas, não tinha lembranças ruins, não tinha nada daquilo que marcou a viagem de dois anos atrás. Nessa viagem de agora, eu estava fazendo o que gosto, em ótima companhia e estava indo ao encontro do meu presente.
Encontrei minha mãe bem, feliz, já mais conformada com a minha viagem para o outro lado do globo, emocionada mas feliz. Encontrei minha família bem, alegre, interessada na viagem e de bem com a vida como sempre. Encontrei meu pai depois de dois anos sem estar com ele e nosso encontro foi como se tivéssemos nos visto ontem, pai e filho conversando como... pai e filho. E isso era tudo que eu desejava há muito tempo. Todos me abraçaram, sorriram pra mim, se interessaram pelo que estou fazendo, me apoiaram. Enfim, um acolhimento recíproco foi o que aconteceu. E isso era tudo o que eu queria.
O que posso dizer então é que o propósito foi alcançado: que a Austrália será uma consequência, um resultado, não um motivo.
E hoje, em especial, após "fechar" um ciclo de autoconhecimento que, na verdade, não se fecha nunca, ouvi uma música que me fez ficar pensativo (entendeu porque esse post surgiu?). A música se chama "Sim", interpretada por Sandy, que todos nós, brasileiros, conhecemos bem (curiosidade: Sandy e eu temos a mesma idade). Quando ouvir, verão que não preciso escrever mais nada aqui hoje.
SIM
(Sandy Leah e Lucas Lima)
Eu senti o vento arrastar
O medo pra longe de mim
Eu senti o tempo se abrir
E o sol tocar a pele
E eu vi que eu podia mais do que eu sabia
Eu vi a vida se abrir pra mim
Quando eu disse sim
Eu disse sim pro mundo
Eu disse sim pros sonhos
E pra tudo o que eu não previa
Sim pro inexplicável
Eu disse, sim, eu caso
Eu disse sim pra tudo o que eu podia
E eu podia mais do que eu sabia
Eu vivi fugindo de arrependimentos
Sem me redimir
Me perdi, navegando em erros
Sem buscar o leme
E eu vi que eu podia mais do que eu sabia
Eu vi a vida se abrir pra mim
Quando eu disse sim
(Link: https://www.youtube.com/watch?v=IxixWSa9dfo&list=PL-K0Egl4hzJbvBVEs7jG0Ni5CUXZilqxE)
É isso. Novo post só quando eu viajar para Gold Coast mesmo, se eu não mudar de ideia.
Abraços.
João Paulo
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