sábado, 29 de março de 2014

Curiosidades de Gold Coast

Vamos às primeiras curiosidades que já encontrei aqui em Gold Coast (e que também devem se aplicar a toda Austrália... depois que eu "turistar" um pouco pelo país eu confirmo). 

TRÂNSITO:
Para quem não sabe, a Austrália está sob o "comando" de Vossa Majestade, a Rainha Elizabeth. E como lá, a "mão" no trânsito aqui também é invertida: volante no lado direito do carro e carro no lado esquerdo da rua. É estranho no começo mas você acaba se acostumando. O pensamento é "tudo que se refere a trânsito, inverta e dará certo". Atravessar a rua? Se você acha que o carro está vindo de um lado você se enganou. O carro está vindo do outro lado. Cuidado para não ser atropelado! Bom... na verdade, aqui dificilmente você vai ser atropelado pois os australianos respeitam muito o pedestre. Aquele botão que a gente usa para podermos atravessar a rua funciona aqui em Gold Coast, e numa sincronia perfeita! Só experimentando para saber. Se mesmo com esse sistema você vai atravessando a rua de qualquer jeito e está vindo um carro, ele vai te ver e parar pra você terminar sua travessia, sem buzinas, xingamentos, etc., no máximo uma cara feia pra você.




Ainda sobre o trânsito, aqui existem alguns sinais para identificar em qual nível de permissão para dirigir você está. Para quem está no nível inicial, a pessoa colocará em seu carro um sinal na letra "L" de learning. Para quem está no nível de permissão, a pessoa colocará um sinal no carro com a letra "P" de permission. E quem já está de boa, segue a vida de boa!


Os ciclistas (ou bicicleteiros, como nós falamos em Goiás) tem ciclovias para eles, mas se eles estiverem na calçada e precisarem dividir o espaço com o pedestre, basta tocar a campainha que a gente logo identifica que tem um ciclista vindo e dar passagem para ele. Recompensa? Todo mundo aqui se cumprimenta sempre, e quando há essa reciprocidade no trânsito da calçada geralmente pedestre e ciclista se cumprimentam com um sorriso e cada um segue seu percurso. Qualquer hora escrevo sobre o modo de ser dos australianos.

SUPERMERCADO:
Nesse campo estou tendo divertidas experiências. Fazer compras no supermercado, nos primeiros dias, é uma aventura deliciosa. Você conhece os produtos mas não sabe como procurá-los num supermercado quando precisa de algo específico. Claro que dá pra se virar quando você precisa de arroz, carne, pão, macarrão, molho de tomate, leite e derivados, presunto, frutas e verduras, etc. Mas vejam só o que já aconteceu comigo.

Primeiro, existem marcas aqui que conhecemos no Brasil. Grazadeus! Isso facilita muito as coisas. Obrigado às marcas famosas no mundo todo! (Olha o merchan!!!)

Amiga dona de casa, don't worry about the things
'cause every little thing gonna be alright!

Se você quer fazer um estrogonofe para seus colegas espanhóis que dividem o apartamento com você, em retribuição ao jantar espanhol de boas vindas que eles fizeram no seu primeiro dia em Gold Coast, se prepare! Isso vai te fazer rodar o supermercado durante uma hora e meia para fazer uma compra que você gastaria quinze minutos. 

  • Carne. Gente como é difícil acertar os cortes de carne. Eu ainda paro em frente as carnes com o celular na mão traduzindo o que os nomes de cortes de carnes nas embalagens querem dizer. Exemplo: seu app traduziu algo como "bife lâmina molho" entenda como "carne de panela". 
  • Creme de leite: é mais mole do que o nosso mas o sabor é o mesmo.  
  • Molho Inglês: não achei. Pensei em substituir por molho shoyu. Peguei o primeiro vidro que estava escrito "Soy" na embalagem. Quando cheguei em casa era molho teriaki. 
  • Champignon: sempre coloco champignon no meu estrogonofe. Adoro. Qual foi o raciocínio do João Paulo? Champingon é cogumelo e cogumelo em inglês é mushroom. O moço do supermercado prontamente me levou aos mushrooms, só que eram cogumelos in natura e eu queria aqueles em conserva mesmo. Agradeci o moço, falei que não era aquele, ele tentou me ajudar mais (eles são assim aqui) mas não conseguimos encontrar o que eu queria. Dias depois, procurando outra coisa no supermercado, descobri que o cogumelo em conserva aqui se chama champingon como no Brasil. #chateado


Se você pensar que você ganha em dólar, supermercado aqui é bem barato. Se você, como eu, ainda não está ganhando em dólar, procure o mais barato do mais barato. Sabe aquele supermercados ou hipermercados no Brasil que possuem produtos com a própria marca, que são mais baratos mas que pecam na qualidade? Meu bem, aqui você não se preocupa com isso. Compre produtos homebrand, "marca da casa", que você vai se dar bem. São bem mais baratos e TEM A MESMA QUALIDADE que os demais!!! Faço a festa  com os homebrands aqui!!! 

Achocolatado em pó, cereal matinal, farinha de trigo,
miojo, sardinha, arroz e açúcar.
Tudo homebrand!

Produtos de limpeza como desinfetante e sabão para
lavar roupas: homebrand!!!
Vegemite! Vegemite é uma pasta muito comum aqui na Austrália. A wikipédia diz que o "Vegemite é feito a partir do extrato de levedura que existe como sobra da indústria cervejeira, pelo que é um subproduto do fabrico da cerveja. Ao produto são adicionados alguns ingredientes. O gosto é difícil de descrever precisamente, e uma das principais características é o de ser extremamente salgado e levemente amargo, de certa forma semelhante ao gosto de um caldo de carne. A textura é lisa, assemelhando-se à da margarina. Enquanto é muito popular na Austrália e Nova Zelândia, nunca se pôs à venda com êxito noutras regiões. É notória a aversão que gera entre alguns estrangeiros. Não obstante, o Vegemite não é apreciado por todos os australianos mas é um símbolo culinário da Austrália. Está disponível em qualquer dos supermercados do país." e é isso mesmo. Minha professora de inglês - aquela linda - me deu de presente um mini kit de biscoito e vegemite quando soube que eu ainda não tinha experimentado. Ela disse que é necessário passar uma fina (fina mesmo) camada de vegemite para comer. Provei. Fina camada. Gostei! Não é a delíciosa Nutella (olha o merchan) pra você passar uma camada de um centímetro. Você não conseguiria comer dessa forma. Uma fina camada e você corre o perigo de gostar. Não vou comprar pra ter em casa mas se me servirem em algum lugar como numa boa!


Presente da Nicola, aquela linda de bonita!

Estamos perto da Páscoa. Sabe os supermercados brasileiros abarrotados de corredores gigantescos feitos de vários tipos de ovos de páscoa que custam uma fortuna e a gente compra um monte mesmo assim? Você não vê isso aqui. Os australianos não tem nossa tradição de valorizar tanto a Páscoa como um feriado que te faz consumir quilos de chocolates para você mesmo, família, amigos, crianças, etc. Aqui é mais um feriado. No supermercado você encontrará umas poucas prateleiras com alguns chocolates com o tema, nada daquelas embalagens festivas de ovos de páscoa, e geralmente esses setores estarão vazios, você não verá nem crianças jogadas no chão se debatendo para conseguir um. 

Viu?! Não, não viu! Ninguém comprando.

Em outro supermercado a seção de páscoa
 é menor ainda.
Miojo. Miojo é super prático e rápido. Pronto em... DOIS MINUTOS! Rá!!! Ganhou do nosso miojo brasileiro!!!


Pipoca de microondas. Nossa pipoca de microondas no Brasil fica pronta logo, em 3 minutos?! Pipoca de microondas aqui fica pronto em 2 minutos também. 


No supermercado a comida de seus bichinhos de estimação ficam junto com a carne que vocês consomem.


Aqui tem milkybar branco!!! Wow!!! Não, não é "wow!!!". O milkybar aqui não é o nosso feito com chocolate branco. O milkybar branco aqui é o nosso laka ou galak (#merchan) no Brasil. Uma delícia mas definitivamente não é o nosso substituindo o chocolate ao leite pelo branco.


E por fim, na parte de supermercado, o que eu mais gosto de fazer: ser eu mesmo o caixa. Acho que vou muito ao supermercado e fico comprando pouca coisa de cada vez só pra ficar brincando de caixa. Os supermercados aqui tem os caixas como no Brasil, com um empregado passando sua compra, porém aqui também tem "caixas eletrônicos" onde você mesmo passa sua compra. Adoro isso! Me divirto! Eu mesmo passo no caixa eletrônico, passo os produtos pelo leitor de código de barras, peso o produto se for frutas ou verduras, empacoto tudo e pago na forma que eu quiser - cartões ou dinheiro... sim, a máquina reconhece o dinheiro que você colocou, faz o cálculo e te dá o troco certo! Já falei que adoro isso?!


EM CASA:
Duas coisas legais em casa. A primeira é uma questão de segurança comum aqui. As tomadas tem um sistema de segurança interessante. Para cada tomada existe um botão que serve para ligar e para cortar a corrente elétrica naquela tomada. É interessante, até uma criança ficar apertando o botão e colocar o dedo na tomada com o botão ligado. #humornegro rs...


A segunda é estranha para nós. Eu vi vantagens e desvantagens. Deixo cada um pensar por si mesmo. Em algumas casas o banheiro é divido em dois: um cômodo para o banheiro (quase) completo, com chuveiro, banheira, pia, etc., e outro cômodo somente para o vaso sanitário. Isso mesmo! Um quartinho só para o vaso sanitário. Tire suas conclusões! 


Obs.: você viu o cesto de lixo? Não tem! Papel higiênico é jogado no vaso e vai embora na descarga. Eu, particularmente, não acho estranho. Em casa minha mãe já adotava essa tática. Acho mais higiênico, inclusive.

ÚLTIMAS CURIOSIDADES:
Carne de canguru é muito apreciada aqui. No sábado passado fui a um churrasco na casa de amigos e experimentei pela primeira vez um churrasco com carne de canguru. Adorei! A carne é saudável pois tem menos gordura, é macia e tem um sabor delicioso! Recomendo comer sem dó dos bichinhos! Adoro canguru e agora adoro sua carne também! 

Essa cerveja também é uma delícia!
Lembra do caixa no supermercado onde você mesmo passa suas compras? No meio da rua você também pode alugar seus próprios filmes para ver em casa. Já vi vários totens desses aqui em Gold Coast. Você escolhe seu filme e leva pra casa. Depois você devolve. Simples, não?!


Andar por Gold Coast pode te trazer algumas surpresas. Uma delas é encontrar essa ave de bico comprido por todo lado. Quando você menos espera tá lá ela na sua frente. Em qualquer lugar de Gold Coast: no seu jardim, na calçada, na praia, no meio da rua... Depois que coloquei a foto dele no meu facebook uma amiga veterinária me ajudou a descobrir: é um ibis branco australiano. Tem mais bichos que a gente encontra por aí, depois faço um post só sobre bichos.


Tentei chegar mais perto.
Ele saiu correndo, claro!

Existem coisas que te fazem sentir saudade de casa. No meio da rua você encontra recordações que te levam para suas memórias e isso acaba te causando saudade...


Mas a recompensa você também encontra em qualquer lugar. Deixei essa foto, que pode parecer "nada a ver" por último para dizer algo que estou experimentando todo dia. Os cursos de inglês que você faz são válidos, principalmente se você os levar a sério, como eu fiz. Isso me ajudou bastante, principalmente na organização da viagem, emails trocados negociando um apartamento para alugar, na viagem pra cá e nos primeiros dias aqui. Só que preciso dizer: nada se compara a você viver fora do Brasil. Nada se compara a experiência vivida! Se quer meu conselho, comece a preparar sua viagem!


Você sabia que esse equipamento tinha esse nome? Eu não. Isso me fez ver que a melhor coisa que fiz foi vir para Austrália. Isso muda seu dia a dia. 

Comece a planejar sua viagem! 

Abraços.

João Paulo

Aqui álcool é coisa muito séria!

Dentre muitas coisas que estão me impressionando, positivamente, uma em especial eu quero que um dia seja realidade no Brasil. De verdade... Sem aqueles “ai, por isso saí do Brasil e blá blá blá...”. Não! Amo o Brasil e vim para Gold Coast por uma decisão pessoal! E por ser um brasileiro que ama seu país volto a dizer, quero que um dia isso seja realidade no Brasil: a preocupação com bebida alcoólica.

Explico-me!

Antes de tudo, não estou falando em CERTO ou ERRADO, nem ISSO ou AQUILO. Estou simplesmente compartilhando uma nova visão que aprendi sobre bebida alcoólica e que me fez repensar muitos costumes nossos (aqui me incluo sim, lógico).

Ainda vou fazer um post sobre empregos em Gold Coast, por hora o que posso adiantar é que em vários lugares onde deixei currículo ou fiz aplicação em sites de recrutamento havia uma condição em comum: possuir um certificado de RSA.

RSA é a sigla para Responsible Service of Alcohol. O que isso quer dizer? Quer dizer que para qualquer pessoa que for trabalhar de alguma forma vinculada à venda, fornecimento ou serviço relacionado à bebida alcoólica, se deve apresentar ao empregador o certificado de ter feito o curso de RSA. Terminei de fazer o meu dias atrás... Certificado em mãos! O curso que fiz foi online e ele possui seis seções.

Mas onde quero chegar com isso tudo? Vejam só o que a gente aprende no curso sobre a relação da Austrália – em especial Queensland, que é o estado onde fica Gold Coast – com bebida alcoólica.

A primeira seção do curso fala sobre legislação. Nela a gente aprende sobre a história da legislação sobre bebida alcoólica, especialmente as leis locais (sim, Austrália possui leis específicas sobre ela); a gente conhece dados estatísticos que retratam a realidade australiana; tem as primeiras noções de penalidades (por exemplo, vender, dar, permitir que seja dado e permitir que álcool seja consumido por menores de 18 anos – multa de AUD$ 27.500,00 para o estabelecimento licenciado E multa de AUD$ 8.000,00 para o garçom/atendente, além de outras penalidades que podem ser aplicadas); aprende que existem documentos preparados por diversos órgãos australianos que demonstram, por exemplo, os impactos econômicos e sociais na comunidade local; aprende que existem acordos que são firmados entre os estabelecimentos locais que trabalham com álcool – Liquor Accord; etc.

A segunda seção fala sobre o álcool e seus efeitos. Aqui você tem a definição de álcool, os efeitos negativos dele, seus impactos (gostei muito dessa parte pois fala principalmente dos impactos no nosso corpo), mostra a concentração na corrente sanguínea que pode causar alteração, os efeitos do álcool em cada biotipo (pessoa com mais gordura no corpo, ou mais músculo, diferença de altura, de sexo...), fala sobre a sobriedade (aqui eu gostei também... café, banho frio, etc. não reduzem o nível de álcool no organismo, somente o TEMPO) e os efeitos a curto e longo prazo.

Essa parte do curso eu achei muito interessante pois eu não sabia... De bebida alcoólica eu só entendo de tequila e Devassa Ruiva, que são as bebidas que mais gosto (olha o Merchant), mas aprendi que existe o “standard drink”, ou “drink padrão”, por assim dizer. Na Austrália, o termo “drink padrão” quer dizer que o mesmo contém 10 gramas (cerca de 12,5ml) de álcool. Quem trabalha com bebida alcoólica deve saber que não se mede o quanto um cliente consumiu com base na quantidade de determinada bebida mas sim na quantidade de “standard drinks” que contém na bebida que o cliente consumiu (é meus amigos, não sei no Brasil por desconhecer o trabalho dos profissionais mas na Austrália o garçom, supervisor, qualquer um que sirva bebida alcoólica “controla” o que seu cliente está consumindo). Aqui a matemática entra com tudo pois uma vez que cada bebida tem um teor alcoólico diferente, se o cliente pedir uma cerveja, uma dose de tequila e duas “ices”, por exemplo, o garçom aqui vai ter que queimar os miolos pra saber quantos “standard drinks” aquele cliente consumiu sendo que cada uma dessas bebidas possui “standard drinks” diferentes entre si.

Em seguida a gente aprende sobre as práticas responsáveis dos estabelecimentos. É imprescindível que o cliente veja de forma clara que existe uma política do estabelecimento além das regras impostas pela legislação com relação à bebida alcoólica. Vejam algumas dicas de um ambiente seguro para consumo de bebida alcoólica:
  • fornecer uma gama de salgadinhos gratuitos ou baratos uma vez que beber de estômago vazio vai aumentar a probabilidade de intoxicação;
  • treinar pessoal no serviço responsável de álcool;
  • oferecer alternativas de transporte seguro, como ônibus de cortesia, táxi, etc.;
  • a regulagem do tamanho da bebida;
  • disponibilidade de água;
  • iluminação adequada dentro e fora do local;
  • pessoal adequado ou pessoas de segurança para monitorar ou controlar o comportamento cliente;
  • o posicionamento conveniente de telefones públicos para os clientes;
  • colocar à disposição serviço de táxi e números de telefone de emergência, e
  • a adoção de iniciativas de RSA.



Exemplo de sinalização a ser colocada nos estabelecimentos:



Sobre os estabelecimentos, o curso de RSA ainda ensina sobre as práticas inaceitáveis, boas promoções a serem feitas no estabelecimento (ter bebidas não-alcoólicas à disposição do cliente, por exemplo) e as más promoções (realizar competições sobre “quem bebe mais”, por exemplo). 

A parte sobre o barulho se resume a uma ação simples:

O método mais simples para determinar se o ruído é muito alto é caminhar para a divisa de propriedade da residência mais próxima do local enquanto o entretenimento está sendo conduzido. Ouça.
  • Você pode entender as palavras das músicas?
  • Você pode ouvir o baixo?
  • São os clientes cantando ou falando alto na entrada ou na saída do local?
  • Poderiam as janelas ou portas serem fechadas e assim conter o ruído de forma mais eficaz?


Se a resposta for SIM a qualquer destas perguntas, então o entretenimento é definitivamente muito alto.

Simples, não?!

Lembram que falei acima que o profissional "controla" seu cliente... Vejam algumas dicas que o curso nos ensina para identificar os primeiros sinais de embriaguez e como lidar com eles:
Aos primeiros sinais de intoxicação:
  • Alternativas - oferecer alternativas, como bebidas de baixo teor alcoólico e água;
  • Mantenha a calma - para evitar uma situação de agressão;
  • Cortesia - ser sempre educado;
  • Esclarecer recusa de bebidas de uma maneira factual não ofensiva;
  • Evite todas as sugestões de negatividade;
  • Relatar a situação à segurança.

O profissional, desde o garçom até a gerência do estabelecimento, é responsável pelo consumo de álcool dos clientes. Os clientes também são responsáveis pelo que consomem, mas se o álcool já tá deixando o cliente “felizinho”, tem quem olhe por ele.

O que é sempre lembrado no curso é a responsabilidade de todos e principalmente dos profissionais que trabalham no serviço de bebida alcoólica. Ou seja, a prevenção, de certa forma, acontece na fonte. Todo mundo gosta de comemorações, de estar com os amigos, familiares, de estar junto com alguém celebrando algo e a bebida alcoólica pode fazer parte disso, desde que seja com responsabilidade. Se vier pra cá e for trabalhar com qualquer emprego que envolva bebida alcoólica já sabe: precisará de um certificado de RSA, o que pode ser muito bom!

Detalhe1: além dos bares, restaurantes, etc., bebida alcoólica somente é vendida em lojas especiais para esse fim e é necessário apresentar comprovação de que você pode comprar. Não adianta procurar no supermercado, você não vai encontrar bebida alcoólica lá.

Detalhe2: sabe como se fala “Boa noite Cinderela” aqui? Drink Spiking!

Detalhe3: veja nesse link um dos vídeos que fazem parte do curso de RSA que fiz - http://youtu.be/cNfipFY1nOo.

Se tiver dúvidas sobre o RSA pode mandar pelos comentários abaixo deste post ou por email - jpaulocoutinho0511@gmail.com. Terei prazer em ajudar.

Abraços

João Paulo

sábado, 22 de março de 2014

Cheguei em Gold Coast! Austrália!


Está na hora de começar esse blog pra valer, certo?! Então, pra começo de conversa, depois de tudo pronto, destino escolhido, procedimentos realizados, documentos nas mãos (isso também vai render outro post), chegou o grande dia: vou embarcar para a Austrália.

Saí de Brasília para viver em Gold Coast, nordeste da Austrália, no estado de Queensland. Minha rota foi Brasília – Miami – Los Angeles – Brisbane – Gold Coast. Saí de Brasília na terça-feira, dia 11/03/14, às 09:00 da manhã e cheguei em Gold Coast na quinta-feira, dia 13/03/14, à noite. Esse horário de chegada é baseado no fuso de Brasília já que eu cheguei em Gold Coast na manhã da sexta-feira, dia 14/03/14 – Gold Coast está 13 horas à frente de Brasília, falando de uma maneira simples.

Podem perguntar “João Paulo, mas que rota longa e demorada! Por que essa?” e a reposta será simples: era a mais barata! Existem outras rotas que passam por Santiago, por Dubai, etc., mas essa foi a mais barata que encontrei e topei o desafio. O visto dos EUA eu consegui fazer facilmente, em uma semana estava com o meu passaporte de novo nas mãos.

Enfim, detalhes à parte, vamos à jornada, que, adianto, não foi nada fácil! 

O post é longo? É! A viagem foi longa e aconteceu de (quase) tudo! Então, paciência minha gente! Eu poderia fazer um texto mais simples mas quem viaja para o exterior, especialmente para morar e/ou pela primeira vez, sabe que qualquer detalhe pode estragar sua viagem.

Como disse, saí de Brasília na manhã do dia 11 de março, uma terça-feira, com destino a Miami. Chegando em Miami, a primeira coisa que me fez ver que realmente não estava mais no Brasil foi o tamanho do aeroporto de Miami e o fato de ter que pegar um trem para sair do terminal onde desembarquei até o terminal onde fica a imigração. Sim, existe um trem dentro do aeroporto de Miami.

Chegando à área de imigração, todos nós entramos na fila, de formulário de imigração na mão para preencher e aguardando nossa vez de fazer “a entrevista”. Quando você está na fila você já percebe que os norte-americanos realmente são bem preocupados com segurança (entenda essa afirmação como quiser, só estou dizendo que dá pra perceber). Digo isso porque eu, ingenuamente, estava tranquilo na fila vendo uma policial passar pra lá e pra cá com um cão que farejava tudo. Fiquei encantado pois o cão era um pastor alemão e eu adoro essa raça (já tivemos um em casa). Guardem esse momento cute cute.

Chegou minha vez. Adotei o princípio do “só responder ao que for perguntado”. Foi tranquilo, o policial perguntou de onde eu era, se estava viajando a passeio, se estava trazendo algo comigo que eu quisesse declarar, o que eu ia fazer nos EUA, perguntou se eu estava com algum familiar, perguntou mais umas coisas simples, carimbou meu passaporte e me liberou. Agradecei e saí.

Aqui a história fica boa!

Um policial de quatro metros de altura e dois de largura chegou perto de mim e disse que eu não poderia ficar ali parado (mas ele não disse isso às outras pessoas ali paradas). Ok, no problem. Quem disse que ia ficar ali parado?! Eu precisava pegar minha mala mesmo e então fui saindo para onde entregam as bagagens.

Estava eu saindo como o policial havia pedido, feliz da vida indo pegar minha mala e puxando minha mochila (era uma daquelas que também tem rodinhas se eu quiser descansar as costas). Lembra do pastor alemão cute cute? ELE TAVA NA SAÍDA DA IMIGRAÇÃO e começou a cheirar minha mochila. O que aconteceu? A policial mandou eu parar e abrir a mochila. Ela começou com um punhado de perguntas sobre o que eu estava carregando na mochila: comida? eletrônicos? produtos de origem animal? vegetal? medicamentos? dinheiro?... "Dinheiro?" eu pensei. Na hora eu percebi o que estava acontecendo. Eu coloquei os dólares americanos na carteira mas os dólares australianos estavam na mochila. O pastor alemão cute cute farejou dinheiro na minha mochila. #adoropastoralemão

Sabe aquele ditado “até a pessoa entender que focinho de porco não é tomada”?! Fui bombardeado de perguntas sobre quanto dinheiro eu tinha ali, onde comprei o dinheiro, se eu comprei numa casa de cambio oficial, se foi no Brasil, se eu comprei tudo de uma vez, se eu conheço a lei americana sobre a entrada de dinheiro no país (eu disse que sim), o que dizia a lei sobre isso, etc. E enquanto isso, tudo que estava na minha mochila foi tocado pelo focinho do pastor alemão cute cute. Depois de tudo cheirado (e meio babado), depois de todas as perguntas respondidas num inglês ridículo pois eu estava ficando nervoso com aquilo, depois de todo mundo passar e ficar te olhando naquela situação, a policial me liberou e passei três dias com lembranças dela e do pastor alemão cute cute. #adoropastoralemão

Por fim, peguei minha mala e na saída do setor de desembarque você passa por nova “entrevista”, mas para meu alívio, nessa o policial comparou minha foto do passaporte com minha cara e me liberou. No questions! Entrei nos EUA!

Depois de passar a noite em Miami, num hotel dentro do aeroporto mesmo (depois disso tudo ir passear? À noite? Nope! eu queria dormir e tinha mais da metade da viagem pela frente ainda), embarquei para Los Angeles. Mais seis horas de voo.

Cheguei em Los Angeles, no terminal quatro. A gente saiu pela área de embarque mesmo, que é cheia de lojas, restaurantes, bares, livrarias, etc. Adorei. Saí da área de embarque e fui pegar minha mala. Planos: deixar a mala num guarda-volumes e ir passear em Los Angeles, afinal, eu tinha doze horas na cidade até embarcar novamente. Contudo...
  • O aeroporto de Los Angeles não tem guarda-volumes!
  • O aeroporto de Los Angeles não tem nada fora da área de embarque a não ser um Starbucks!
  • O aeroporto de Los Angeles segue o mesmo padrão nos outros terminais!
  • O aeroporto de Los Angeles não é aquele que você viu em Lost!

Eu fiquei das onze da manhã até as quatro da tarde sentado no chão do terminal quatro do aeroporto de Los Angeles com um sanduiche e um café do Starbucks ao meu lado e minha bagagem do outro esperando o check in da Qantas abrir para eu poder despachar minha bagagem!!! Passeio em Los Angeles? “Aceita que dói menos!” disse Nanny People no ótimo stand-up dela que prestigiei (#recomendo). Para não dizer que não foi legal, teve uma movimentação de fotógrafos de lentes nervosas por uma loira linda e famosa que desembarcou ali e até agora não sei que era.

Aeroporto de Los Angeles

“Aceita que dói menos” ficou na minha cabeça o dia todo. Às quatro o check in da Qantas abriu e pude despachar minha bagagem. Fui para a área de embarque desfrutar daquelas lojas, restaurantes, livrarias... À meia noite estava embarcando para Brisbane, Austrália. 

Treze horas de voo pela frente. Compensações de um voo de treze horas? Qantas, comida deliciosa, entretenimento de bordo cheio de opções, serviço de bordo impecável, ver o nascer do sol no Oceano Pacífico e saber que o dia também está começando naquele momento no planeta, ver os primeiros sinais da Australia pela janela do avião. O sonho estava se cumprindo... Eu estava finalmente chegando na Austrália.

Um novo dia começando no planeta, bem sobre o Pacífico.


#felizpracaramba

Agora não tenho muito o que dizer porque a entrada na Australia foi eficiente como deve ser e foi tranquila. Tranquilidade no desembarque, no preenchimento do formulário, na entrevista na imigração (o policial me pediu o cartão internacional de vacina contra febre amarela... Lembra? Qualquer detalhe é importante!), inspeção da bagagem... tudo tranquilo.

Ali no aeroporto mesmo peguei um trem que passa pelo centro de Brisbane, pude conhecer a cidade e fui curtindo a paisagem até a estação Helensville aqui em Gold Coast. Lá meu novo colega de apartamento, um espanhol de Barcelona que mora aqui um mês a mais do que eu, estava me esperando - gentileza muito apreciada por mim que não conheço nada na cidade. 

Gold Coast é simplesmente linda! Em breve nos próximos posts!

É isso! Post grande mas com as informações mais importantes do que aconteceu comigo na viagem de chegada.

Abraços.

Joao Paulo


quarta-feira, 5 de março de 2014

Eu também vi que eu podia mais

"Ansiedade, angústia, temores de todos os tipos, podem invadir nossa vida e nos tirar a paz interior.
A grande maioria são apenas temores sem fundamento, que depois se dissipam como uma nuvem que passa.
O amor mútuo tem a capacidade de nos dar segurança em todas as situações.
Se existe entre nós o amor recíproco, existe confiança, segurança e coragem.
O único temor que devemos ter é o de não cumprir o desígnio de amor que Deus tem para nós."
(Apolonio)

Eu disse para mim mesmo que não postaria nada até a viagem acontecer. Mas como eu tenho o direito de mudar de opinião, cá estou.

Hoje é quarta-feira pós carnaval, o primeiro dia do ano (piada sem graça mas verdadeira no Brasil, infelizmente). Durante o feriado aproveitei para fazer uma das coisas que mais gosto: me sentar no banco do motorista e viajar pelo meu querido estado de Goiás. Depois de dois anos repeti o mesmo trajeto: viajei de Brasília até Ipameri e Catalão, passando pela cidade onde nasci, Orizona. O que teve essa viagem de diferente? Tudo. Principalmente eu. Eu estou completamente diferente do "João Paulo" que percorreu aquele caminho há dois anos atrás. O que eu senti? Nada. Isso mesmo, nada. E isso foi muito bom!!! Não tinha rancor, não tinha lágrimas, não tinha lembranças ruins, não tinha nada daquilo que marcou a viagem de dois anos atrás. Nessa viagem de agora, eu estava fazendo o que gosto, em ótima companhia e estava indo ao encontro do meu presente. 

Encontrei minha mãe bem, feliz, já mais conformada com a minha viagem para o outro lado do globo, emocionada mas feliz. Encontrei minha família bem, alegre, interessada na viagem e de bem com a vida como sempre. Encontrei meu pai depois de dois anos sem estar com ele e nosso encontro foi como se tivéssemos nos visto ontem, pai e filho conversando como... pai e filho. E isso era tudo que eu desejava há muito tempo. Todos me abraçaram, sorriram pra mim, se interessaram pelo que estou fazendo, me apoiaram. Enfim, um acolhimento recíproco foi o que aconteceu. E isso era tudo o que eu queria.

O que posso dizer então é que o propósito foi alcançado: que a Austrália será uma consequência, um resultado, não um motivo.

E hoje, em especial, após "fechar" um ciclo de autoconhecimento que, na verdade, não se fecha nunca, ouvi uma música que me fez ficar pensativo (entendeu porque esse post surgiu?). A música se chama "Sim", interpretada por Sandy, que todos nós, brasileiros, conhecemos bem (curiosidade: Sandy e eu temos a mesma idade). Quando ouvir, verão que não preciso escrever mais nada aqui hoje.




SIM 
(Sandy Leah e Lucas Lima)

Eu senti o vento arrastar
O medo pra longe de mim
Eu senti o tempo se abrir
E o sol tocar a pele

E eu vi que eu podia mais do que eu sabia
Eu vi a vida se abrir pra mim
Quando eu disse sim

Eu disse sim pro mundo
Eu disse sim pros sonhos
E pra tudo o que eu não previa
Sim pro inexplicável
Eu disse, sim, eu caso
Eu disse sim pra tudo o que eu podia
E eu podia mais do que eu sabia

Eu vivi fugindo de arrependimentos
Sem me redimir
Me perdi, navegando em erros
Sem buscar o leme

E eu vi que eu podia mais do que eu sabia
Eu vi a vida se abrir pra mim
Quando eu disse sim 

(Link: https://www.youtube.com/watch?v=IxixWSa9dfo&list=PL-K0Egl4hzJbvBVEs7jG0Ni5CUXZilqxE)


É isso. Novo post só quando eu viajar para Gold Coast mesmo, se eu não mudar de ideia.

Abraços.

João Paulo