sábado, 22 de março de 2014

Cheguei em Gold Coast! Austrália!


Está na hora de começar esse blog pra valer, certo?! Então, pra começo de conversa, depois de tudo pronto, destino escolhido, procedimentos realizados, documentos nas mãos (isso também vai render outro post), chegou o grande dia: vou embarcar para a Austrália.

Saí de Brasília para viver em Gold Coast, nordeste da Austrália, no estado de Queensland. Minha rota foi Brasília – Miami – Los Angeles – Brisbane – Gold Coast. Saí de Brasília na terça-feira, dia 11/03/14, às 09:00 da manhã e cheguei em Gold Coast na quinta-feira, dia 13/03/14, à noite. Esse horário de chegada é baseado no fuso de Brasília já que eu cheguei em Gold Coast na manhã da sexta-feira, dia 14/03/14 – Gold Coast está 13 horas à frente de Brasília, falando de uma maneira simples.

Podem perguntar “João Paulo, mas que rota longa e demorada! Por que essa?” e a reposta será simples: era a mais barata! Existem outras rotas que passam por Santiago, por Dubai, etc., mas essa foi a mais barata que encontrei e topei o desafio. O visto dos EUA eu consegui fazer facilmente, em uma semana estava com o meu passaporte de novo nas mãos.

Enfim, detalhes à parte, vamos à jornada, que, adianto, não foi nada fácil! 

O post é longo? É! A viagem foi longa e aconteceu de (quase) tudo! Então, paciência minha gente! Eu poderia fazer um texto mais simples mas quem viaja para o exterior, especialmente para morar e/ou pela primeira vez, sabe que qualquer detalhe pode estragar sua viagem.

Como disse, saí de Brasília na manhã do dia 11 de março, uma terça-feira, com destino a Miami. Chegando em Miami, a primeira coisa que me fez ver que realmente não estava mais no Brasil foi o tamanho do aeroporto de Miami e o fato de ter que pegar um trem para sair do terminal onde desembarquei até o terminal onde fica a imigração. Sim, existe um trem dentro do aeroporto de Miami.

Chegando à área de imigração, todos nós entramos na fila, de formulário de imigração na mão para preencher e aguardando nossa vez de fazer “a entrevista”. Quando você está na fila você já percebe que os norte-americanos realmente são bem preocupados com segurança (entenda essa afirmação como quiser, só estou dizendo que dá pra perceber). Digo isso porque eu, ingenuamente, estava tranquilo na fila vendo uma policial passar pra lá e pra cá com um cão que farejava tudo. Fiquei encantado pois o cão era um pastor alemão e eu adoro essa raça (já tivemos um em casa). Guardem esse momento cute cute.

Chegou minha vez. Adotei o princípio do “só responder ao que for perguntado”. Foi tranquilo, o policial perguntou de onde eu era, se estava viajando a passeio, se estava trazendo algo comigo que eu quisesse declarar, o que eu ia fazer nos EUA, perguntou se eu estava com algum familiar, perguntou mais umas coisas simples, carimbou meu passaporte e me liberou. Agradecei e saí.

Aqui a história fica boa!

Um policial de quatro metros de altura e dois de largura chegou perto de mim e disse que eu não poderia ficar ali parado (mas ele não disse isso às outras pessoas ali paradas). Ok, no problem. Quem disse que ia ficar ali parado?! Eu precisava pegar minha mala mesmo e então fui saindo para onde entregam as bagagens.

Estava eu saindo como o policial havia pedido, feliz da vida indo pegar minha mala e puxando minha mochila (era uma daquelas que também tem rodinhas se eu quiser descansar as costas). Lembra do pastor alemão cute cute? ELE TAVA NA SAÍDA DA IMIGRAÇÃO e começou a cheirar minha mochila. O que aconteceu? A policial mandou eu parar e abrir a mochila. Ela começou com um punhado de perguntas sobre o que eu estava carregando na mochila: comida? eletrônicos? produtos de origem animal? vegetal? medicamentos? dinheiro?... "Dinheiro?" eu pensei. Na hora eu percebi o que estava acontecendo. Eu coloquei os dólares americanos na carteira mas os dólares australianos estavam na mochila. O pastor alemão cute cute farejou dinheiro na minha mochila. #adoropastoralemão

Sabe aquele ditado “até a pessoa entender que focinho de porco não é tomada”?! Fui bombardeado de perguntas sobre quanto dinheiro eu tinha ali, onde comprei o dinheiro, se eu comprei numa casa de cambio oficial, se foi no Brasil, se eu comprei tudo de uma vez, se eu conheço a lei americana sobre a entrada de dinheiro no país (eu disse que sim), o que dizia a lei sobre isso, etc. E enquanto isso, tudo que estava na minha mochila foi tocado pelo focinho do pastor alemão cute cute. Depois de tudo cheirado (e meio babado), depois de todas as perguntas respondidas num inglês ridículo pois eu estava ficando nervoso com aquilo, depois de todo mundo passar e ficar te olhando naquela situação, a policial me liberou e passei três dias com lembranças dela e do pastor alemão cute cute. #adoropastoralemão

Por fim, peguei minha mala e na saída do setor de desembarque você passa por nova “entrevista”, mas para meu alívio, nessa o policial comparou minha foto do passaporte com minha cara e me liberou. No questions! Entrei nos EUA!

Depois de passar a noite em Miami, num hotel dentro do aeroporto mesmo (depois disso tudo ir passear? À noite? Nope! eu queria dormir e tinha mais da metade da viagem pela frente ainda), embarquei para Los Angeles. Mais seis horas de voo.

Cheguei em Los Angeles, no terminal quatro. A gente saiu pela área de embarque mesmo, que é cheia de lojas, restaurantes, bares, livrarias, etc. Adorei. Saí da área de embarque e fui pegar minha mala. Planos: deixar a mala num guarda-volumes e ir passear em Los Angeles, afinal, eu tinha doze horas na cidade até embarcar novamente. Contudo...
  • O aeroporto de Los Angeles não tem guarda-volumes!
  • O aeroporto de Los Angeles não tem nada fora da área de embarque a não ser um Starbucks!
  • O aeroporto de Los Angeles segue o mesmo padrão nos outros terminais!
  • O aeroporto de Los Angeles não é aquele que você viu em Lost!

Eu fiquei das onze da manhã até as quatro da tarde sentado no chão do terminal quatro do aeroporto de Los Angeles com um sanduiche e um café do Starbucks ao meu lado e minha bagagem do outro esperando o check in da Qantas abrir para eu poder despachar minha bagagem!!! Passeio em Los Angeles? “Aceita que dói menos!” disse Nanny People no ótimo stand-up dela que prestigiei (#recomendo). Para não dizer que não foi legal, teve uma movimentação de fotógrafos de lentes nervosas por uma loira linda e famosa que desembarcou ali e até agora não sei que era.

Aeroporto de Los Angeles

“Aceita que dói menos” ficou na minha cabeça o dia todo. Às quatro o check in da Qantas abriu e pude despachar minha bagagem. Fui para a área de embarque desfrutar daquelas lojas, restaurantes, livrarias... À meia noite estava embarcando para Brisbane, Austrália. 

Treze horas de voo pela frente. Compensações de um voo de treze horas? Qantas, comida deliciosa, entretenimento de bordo cheio de opções, serviço de bordo impecável, ver o nascer do sol no Oceano Pacífico e saber que o dia também está começando naquele momento no planeta, ver os primeiros sinais da Australia pela janela do avião. O sonho estava se cumprindo... Eu estava finalmente chegando na Austrália.

Um novo dia começando no planeta, bem sobre o Pacífico.


#felizpracaramba

Agora não tenho muito o que dizer porque a entrada na Australia foi eficiente como deve ser e foi tranquila. Tranquilidade no desembarque, no preenchimento do formulário, na entrevista na imigração (o policial me pediu o cartão internacional de vacina contra febre amarela... Lembra? Qualquer detalhe é importante!), inspeção da bagagem... tudo tranquilo.

Ali no aeroporto mesmo peguei um trem que passa pelo centro de Brisbane, pude conhecer a cidade e fui curtindo a paisagem até a estação Helensville aqui em Gold Coast. Lá meu novo colega de apartamento, um espanhol de Barcelona que mora aqui um mês a mais do que eu, estava me esperando - gentileza muito apreciada por mim que não conheço nada na cidade. 

Gold Coast é simplesmente linda! Em breve nos próximos posts!

É isso! Post grande mas com as informações mais importantes do que aconteceu comigo na viagem de chegada.

Abraços.

Joao Paulo


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